terça-feira, 16 de agosto de 2011

OPERACIONALIZAR OS OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS

Para atingir os objectivos financeiros de uma organização temos em primeiro lugar de satisfazer os clientes, pois caso contrário eles não compram, factor determinante para atingir esses objectivos, que hoje em dia são uma tarefa esta cada vez mais difícil devido a um decréscimo do mercado proveniente do efeito demográfico, e a um reforço da concorrência por causa da globalização.
Quando estamos limitados devido a ameaças externas, então devemos concentrar os nossos esforços na optimização da organização, ou seja na medição analise e melhoria de desempenho dos Processos Internos e dos Recursos e Infraestruturas.
Para identificar as iniciativas de melhoria, é necessário ter em atenção o seguinte:
• Quais os objectivos operacionais mais adequados tendo em consideração os meus objectivos estratégicos
• Quais os indicadores e metas mais adequados para medir o desempenho desses objectivos
Este também é um processo de aprendizagem, que a organização deve iniciar de forma simples e ir sofisticando de acordo com os seus níveis de maturidade. Deve seleccionar entre 20 a 25, de forma a que, por um lado seja possível controlar o seu desempenho, e por outro lado transmita uma imagem adequada do desempenho da organização.
Uma vez que estou a basear a minha teoria de que uma organização é um conjunto de rodas dentadas que se estiverem devidamente oleadas e sincronizadas os resultados aparecem automaticamente, vou dar alguns exemplos de objectivos indicadores e metas nestas duas perspectivas (Interna e de Recursos e Infraestruturas), claro que não menosprezando de forma alguma os objectivos mais orientados para a perspectiva financeira e de satisfação de clientes.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS

No Ponto 2 de "GERIR EM 3 PASSOS", falo da importância de estabelecer objectivos estratégicos para atingir o que nos propomos.
Penso que ninguém tem dúvidas de que estabelecer objectivos é muito importante para monitorizar o desempenho da organização, no entanto se não estiver em consonância com a estratégia da empresa e com os factores criticos de sucesso dessa estratégia, então a organização está a trabalhar de forma desalinhada e consequentemente pode estar a cumprir objectivos e nunca chegar ao lugar de destino à sua "visão".

No mapa abaixo está de uma forma simples e sistemática um exemplo com raciocínio para definir esses objectivos que passa pelo seguinte:

1)Qual a estratégia que escolhi para a minha organização?
2)Quais os factores de sucesso para implementar esta estratégia?
3)Seguindo o Balanced Scorecard e focalizando em cada uma das perspectivas eu vou colocando as questões segundo esta sequência.

3.1)Perspectiva Financeira-Todas as organizações querem aumentar a sua rentabilidade, e isso só se obtém com aumento de vendas ou redução dos gastos, dependendo da estratégia poderá ser dado mais enfase a uma forma ou a outra, ou às duas simultaneamente(ex: no caso de estratégia em as vendas são efectudas através de pontos de vendas, e portanto o objectivo é abrir mais pontos de venda e vender mais em cada ponto de venda ou de uma forte redução nos gastos no caso da estratégia de preço baixo.) Também a ter como relevante na perspectiva financeira é o nível de capital empregue em cada estratégia (ex:que nível de stocks vão ser necessários como me posso organizar internamente para serem minimizados)
3.2)Tendo em conta a perspectiva financeira e os factores criticos de sucesso então vamos pensar no que temos que dar para ter um Cliente Satisfeito perspectiva do cliente,

3.3)Como nos vamos organizar internamente para responder a essas solicitações,perspectiva interna e,

3.4)Finalmente que recursos e infraestruturas necessitamos para atingir estes objectivos, perspectiva dos recursos e infraestruturas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

GERIR EM 3 PASSOS

Para gerir temos de nos organizar, criar um Sistema de Gestão que concentre a organizaçção apenas no que é essencial e realmente importante.
Assim sendo podemos encontrar a seguinte definição para Sistema de Gestão
Sistema de Gestão – É um instrumento para canalizar os recursos de uma organização para que esta consiga atingir os objectivos e concretizar os desafios que idealizou para o futuro.

Seguindo este raciocínio começamos por:

1º passo- Idealizar o futuro

Para partirmos temos de saber para onde, caso contrário nunca chegamos ao destino, nesse sentido temos de identificar

1)Porque é que a nossa organização existe, que é que os clientes podem esperar de nós?

2)Para onde queremos ir, como queremos ser reconhecidos?

3)E por fim qual o melhor caminho a seguir para chegar onde pretendo. Qual a estratégia?


2º passo- Definir os objectivos

Se queremos orientar um processo de transformação para atingir a nossa visão, então temos de definir objectivos estratégicos, mas para além disso é fundamental fixar metas de curto prazo para que possamos avaliar, passo a passo, o nosso desempenho e verificar se o nosso caminho se mantém alinhado ao objectivo final.

3º Passo- Canalizar os recursos

Ao sabermos para onde vamos, e como queremos ir, mais fácilmente poderemos alocar correctamente os recursos, tanto financeiros como humanos e acima de tudo monitorizarmos esse desempenho ao longo do processo, com uma ferramenta bastante util para o efeito Ciclo PDCA
Plan- consiste em planear, ou seja identifica-se o que queremos melhorar (os desvios nos objectivos por exemplo).
Do- Realizam-se as mudanças (o que correu mal para não atingirmos os nossos objectivos, nesta fase poderemos recanalizar os nossos recursos)
Check-Verificamos os resultados (será que com as alterações que fizemos, estamos no caminho certo para atingir os objectivos.
Act- Consiste em adoptar as mudanças, se efectivamente estiverem a resultar, caso contrário deveremos escolher outras alternativas para experimentar.

Concluindo, como sabemos claramente o caminho a seguir, para atingir o que idealizamos para o futuro, esta metodologia sequencial permite-nos canalizar os recursos, no que é realmente importante, e no sentido de ir transformando a organização naquilo que pretendemos.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EMPREENDORISMO POR VOCAÇÃO OU NECESSIDADE….

As causas que estão por trás do elevado empreendorismo em Portugal, são mais devido à alta taxa de desemprego, do que propriamente por vocação. Mas atenção porque ser empreendedor por necessidade pode ser perigoso especialmente quando não se possui o perfil necessário para gerir uma empresa. A elevada taxa de mortalidade das empresas comprova esta teoria.
O empreendedor deve estar no jogo pelo desafio e pela emoção, com o objectivo de encontrar soluções para os problemas, o dinheiro deve ser visto como uma consequência de algo bem feito .

Quando pensamos em criar um negócio são várias as dúvidas que temos , nomeadamente :

a) Como identifico o meu projecto , quais as fontes de ideias que devo usar para me inspirar?
b) Como estruturo a minha ideia num plano de negócios e analiso a sua viabilidade?
c)Como posso obter recursos necessários para financiar a minha empresa , será que existem incentivos que me podem apoiar?
d) Que aspectos legais devo ter em conta para criar a minha empresa?
e)Que cuidados devo ter ao colocar o meu negócio a funcionar, como deve ser gerido?


Podemos destacar os 4 pontos essencias à Criação de um Negócio.

A Ideia - O sonho , o aproveitar da oportunidade
O Empreendedor e a sua equipa -A diferença está no Jockey
O Mercado - Nenhum negócio subsiste sem clientes
O Dinheiro-Capacidade financeira para concretizar a ideia

O documento que estrutura e traduz a estratégia que queremos implementar e que será a base da vida da Empresa nos primeiros tempos da sua existência, é o Plano de Negócios , e portanto que um dos primeiros erros a evitar é que seja efectuado "para Inglês ver" , como se costuma dizer na gíria.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Como encontrar “Lucro Extra” nas compras

As decisões de compra comprometem a capacidade de satisfazer os clientes e obter lucros adequados.
Muitas empresas seleccionam os fornecedores apenas com base no preço de venda do produto. Esse padrão leva a comportamento de compra inadequado e como diz o velho ditado “o que é barato sai caro” isto porque não tiveram em consideração a gestão estratégica do custo, que inclui custos associados à qualidade e fiabilidade de prazos de entrega etc.
A área de compras tem forte potencial para redução de custos nomeadamente
• Redução de custos de aquisição
• Redução da dependência do fornecedor
• Melhoria do fluxo de informação ao longo da cadeia
• Redução dos tempos de aquisição etc

As compras deverão ser feitas com “qualidade” e só assim se pode encontrar”lucro extra” reforçando simultaneamente o posicionamento estratégico da empresa.

A finalidade do processo de compra é assegurar que o produto comprado está conforme os requisitos especificados, e que os fornecedores são seleccionados e avaliados de acordo com critérios adequados ao produto serviço a fornecer .


1) Requisitos especificados -Se é importante assegurar quer o produto comprado está conforme com os requisitos especificados então isto significa que a informação de compra tem de comunicar inequivocamente ao fornecedor o que se pretende comprar como por exemplo:
• Especificações detalhadas do produto (referência a catálogos, desenhos etc)
• Data de entrega
• Preços/descontos
• Condições de pagamento
• etc

2) Critérios adequados – Se também é importante avaliar se o fornecedor tem capacidade para fornecer de acordo com os critérios pré-defenidos ao produto/serviço a fornecer, então significa que a verificação do produto comprado deve ser controlada de forma a garantir que esses critérios são cumpridos nomeadamente a conformidade do produto, os prazos pré-estabelecidos .

3) Por fim a avaliação do fornecedor deve ser observada no desenvolvimento do fornecedor relativa ao seguinte :
• Qualidade do produto
• Cumprimento dos prazos de entrega
• Preço competitivo
• Suporte técnico
• Flexibilidade
• Capacidade de negociação
• Tecnologias de informação

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Criar Valor relacionando o planeamento estratégico com a execução operacional

Um sistema de Gestão de qualidade deve ser uma mais valia para a empresa, possibilitando melhoria e estruturando a forma de actuação da organização.
Cumprindo estes objectivos a organização estará em qualquer altura pronta a responder aos requisitos da norma e a obter a sua certificação.

No entanto a mais valia e a criação de valor surge apenas quando nos permite relacionar o planeamento estratégico com a execução operacional e transformar a informação em conhecimento

Assim ao transformar a gestão do seu negócio numa gestão baseada no planeamento e em sistemas integrados de informação estratégica e operacional através dos pontos abaixo referidos é que consegue criar valor.

Organização e estratégia – definir e comunicar o caminho da organização através da Missão, Visão e Valores e criar objectivos estratégicos que permitam medir o sucesso do negócio

Processos – alinhar a gestão operacional com a estratégia, optimizando os processos e cascateando os objectivos operacionais dos objectivos estratégicos

Sistemas – fornecer as tecnologias de informação que permitam captar, reportar, analisar e gerir a informação do negócio de uma forma transversal e eficiente.Com uma ferramenta de Business Intelligence
conseguimos transformar essa informação em conhecimento para o negócio.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Como melhorar o Cash Flow através dos Fornecedores

Para melhorar o Cash flow todas as empresas têm interesse em adiar os pagamentos, disso ninguém tem dúvidas, isto porque o crédito obtido dos fornecedores é um crédito gratuito que as empresas têm tendência a usar, mas a forma como se faz isso é que marca a diferença.

1) Ad Hoc…. atraso e logo se vê !……

Nestes casos normalmente os pagamentos são efectuados tendo em conta a seguinte ordem:
 Primeiro, paga o bem ou serviço que entende não poder viver sem ele.
 Em segundo lugar ele paga aqueles que aplicam multas, algum tipo de sanção, retiram descontos ou oferecem alguma vantagem para o pagamento pontual.
 Por último, preocupa-se com os “credores bonzinhos”, com os amigos, etc.
Segundo este ponto de vista Quem são os mais afectados?
Se o fornecedor for “muito compreensiva e tolerante” com o objectivo de “compreender a situação do cliente” e “agradá-lo para que ele reconheça isso no futuro”, na prática ela passa para o cliente uma ideia oposta, do tipo 1. Este fornecedor é “bonzinho” e, portanto pode ser colocada na última linha da última folha das suas prioridades de pagamento; 2. Este fornecedor é desorganizado e nem dá conta de que estou a pagar atrasado; 4. Este fornecedor nem acredita que o serviço que está prestando vale o que ela está cobrando; Este fornecedor sabe que eu sou importante e tem medo de me perder para a concorrência.
Ou seja, essa postura “muito compreensiva e tolerante” do fornecedor acaba tendo um efeito contrário ao pretendido e acaba também alterando até mesmo a importância dela na escala de valores subjectiva do cliente, que perde a admiração e o respeito pelo fornecedor e passa a sentir-se com o “direito adquirido” de atrasar e acaba acumulando vários pagamentos.

2) De forma analítica e estruturada

A atitude mais correcta e ética passa por segmentar os fornecedores baseado no seu valor de compras e risco para a empresa, redefinir as condições de pagamento mais adequadas para cada grupo e depois então renegociar com os fornecedores

As actividades mais importantes a desenvolver serão então:

1) Identificar os fornecedores (20%) que representam 80% do valor de compras (análise pareto)
2) Definir os critérios para fazer a sua segmentação Ex: Tipo de fornecimento /Risco etc…
3) Analisar os dados e definir um modelo de actuação por segmento de fornecedor
4) Estimar objectivos e benefícios
5) Definir estratégia de negociação e renegociar termos de pagamento com os fornecedores

Para responder às actividades 3 ; 4 e 5 poderá efectuar mapa tipo com :

-Identificação do fornecedor
-Situação Actual
-Condições negociadas (nº de dias)
-Data Negociação
-Valor de compras do ultimo ano
-% vs total das compras da empresa
-Objectivo Negociação
-Nº de dias objectivo de negociação
-Valor do Benefício
-Situação futura
-Nº de dias negociado( novas condições de pagto)
-Valor do Beneficio no Cash Flow


Não esquecer que para além de procurar negociar as melhores condições de pagamento, ou em alternativa tirar proveito dos descontos de pronto pagamento, devem ter em conta não comprar mais do que o necessário e procurar vantagens no prazo de entrega . Um bom serviço do fornecedor (prazo de entrega reduzido e fiável) é que permite oferecer um bom serviço aos clientes sem elevados investimentos em stocks e consequentemente garantindo um melhor cash flow.